Desafios e limites do plano Pena Justa para superação do estado de coisas inconstitucional
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18644496Palabras clave:
política pública, política penal, estado de coisas inconstitucional, encarceramento em massaResumen
O artigo tem por objetivo apresentar uma análise inicial do Pena Justa — Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras —, elaborado em cumprimento de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347. Após apresentar o processo de elaboração e estrutura do Plano, o artigo apresenta desafios para o cumprimento de seus objetivos.
Descargas
Citas
ALENCAR JÚNIOR, Osmar Gomes de. Novo Arcabouço Fiscal: regime fiscal sustentável para o capital e destrutivo para o trabalho. Argumentum, Vitória, v. 16, n. 1, p. 20-29, jan./abr. 2024. https://doi.org/10.47456/argumentum.v16i1.44445
BARRETO, Ana Luisa Leão de Aquino; NOVAES, Bruna Portella de; FERNANDES, Daniel Fonseca; ATHAYDE, Juliana de; MATOS, Lucas Vianna; COELHO, Marcelo; ROMÃO, Vinícius de Assis (org.). Política sob gatilho: a questão criminal nos discursos eleitorais de 2018. Rio de Janeiro: Revan, 2021.
BATISTA, Vera Malaguti. Adesão subjetiva à barbárie. In: BATISTA, Vera Malaguti (org.). Loïc Wacquant e a questão penal no capitalismo neoliberal. Rio de Janeiro: Revan, 2012. p. 307-318.
BEHRING, Eliane Rossetit. Fundo público, valor e política social. São Paulo: Cortez, 2021.
BERCOVICI, Gilberto; MASSONETTO, Luís Fernando. A constituição dirigente invertida: a blindagem da Constituição Financeira e a agonia da Constituição Económica. Separata de Boletim de ciências económicas, Coimbra, v. 49, p. 57-77, 2006.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347/DF. Relator Ministro Marco Aurélio. Redator p/ acórdão Ministro Roberto Barroso. Brasília, 4 out. 2023.
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de Políticas Penais. Resolução Conjunta CNPCP/CNLGBTQIA+ n. 2, de 26 de março de 2024. Estabelece parâmetros para o acolhimento de pessoas LGBTQIA+ em privação de liberdade no Brasil. Brasília, 2024.
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Pena Justa – Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras ADPF 347. Brasília: CNJ, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/pena-justa/plano-nacional-pena-justa.pdf. Acesso em: 28 jan. 2026.
BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. LGBT nas prisões do Brasil. Diagnóstico dos procedimentos institucionais e experiência do encarceramento. Brasília: MDH, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/fevereiro/TratamentopenaldepessoasLGBT.pdf. Acesso em: 28 jan. 2026.
CAMARGOS, Pedro de Almeida Pires. Entre militarização e cidadania: a “guerra ao crime organizado” e as hibridizações da política criminal no segundo governo Lula (2007-2010)*. Dilemas, Rio de Janeiro, v. 17, n. 2, e56623, jul. 2024. https://doi.org/10.4322/dilemas.v17.n.2.56623
CARVALHO, Salo de. O encarceramento seletivo da juventude negra brasileira: a decisiva contribuição do poder judiciário. Revista da Faculdade de Direito da UFMG, Belo Horizonte, n. 67, p. 623-652, 2015. Disponível em: https://revista.direito.ufmg.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/1721. Acesso em: 28 jan. 2026.
CHESNAIS, François. Finance capital today: corporations and banks in the lasting global slump. Leiden: Brill, 2014.
COIMBRA, Cecilia; SCHEINVAR, Estela. Subjetividades punitivo-penais. In: BATISTA, Vera Malaguti (org.). Loïc Wacquant e a questão penal no capitalismo neoliberal. Rio de Janeiro: Revan, 2012. p. 59-68.
FLAUZINA, Ana; PIRES, Thula. Supremo Tribunal Federal e a naturalização da barbárie. Revista Direito e Práxis, Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, p. 1211-1237, abr. 2020. https://doi.org/10.1590/2179-8966/2020/50270
OSTERMANN, Fábio Maia. A privatização de presídios como alternativa ao caos prisional. Res Severa Verum Gaudium, Porto Alegre, v. 2, n. 1, 2010. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/resseveraverumgaudium/article/view/64733. Acesso em: 28 jan. 2026.
ROIG, Rodrigo Duque Estrada. Compensação penal por penas ou prisões abusivas. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 25, n. 132, p. 331-381, 2017.
SAAD-FILHO, Alfredo; MORAIS, Lecio. Brazil: neoliberalism versus democracy. London: Pluto, 2018.
SANTANA, Aline Passos de Jesus; NEVES, Paulo Sérgio da Costa. Etnografia de uma prisão privatizada: humanização como problema de gestão, recrutamento como questão de confiança. Revista Latino-Americana de Criminologia, Brasília, v. 4, n. 1, p. 71-89, 2024. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/relac/article/view/54788. Acesso em: 28 jan. 2026.
SILVA, Simone Schuck da; MELO, Felipe Athayde Lins de. Estado de coisas inconstitucional no sistema prisional brasileiro: reflexões sobre os processos e impactos da participação social no Plano Pena Justa. In: PALMA, Daniela; ANDREATTA, Elaine Pereira; ANICETO, Paulo Damián (orgs.). Formas de dizer o direito, um diálogo entre Brasil e Argentina: discursos e práticas de nossos mundos normativos. São Carlos: Pedro e João Editores, 2024. p. 53-85.
VIANA, João Pedro Teixeira de Faria; ROORDA, João Guilherme Leal. A implementação da Resolução CNJ 348/2020 e os projetos de hegemonia em disputa no encarceramento LGBT no Brasil. Anais do XIV Encontro de Pesquisa Empírica em Direito. Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://static.even3.com/anais/1144117.pdf. Acesso em: 26 jan. 2026.
WACQUANT, Loïc. Punishing the poor: the neoliberal government of social insecurity. Durnham: Duke University, 2009.
ZAFFARONI, Eugenio Raúl. Penas ilícitas: un desafio a la dogmatica penal. In: PIVA TORRES, Gianni Egidio (org.). Selecciones de Dogmática Penal Latinoamericana: Presente y Futuro. Bogotá: J.M. Bosch, 2020. p. 25-62.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 João Roorda

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los derechos de autor de los artículos publicados pertenecen al autor, pero con los derechos de la revista sobre la primera publicación y respetando el periodo de exclusividad de un año. Los autores sólo podrán utilizar los mismos resultados en otras publicaciones indicando claramente esta revista como medio de la publicación original. Si no existe tal indicación, se considerará una situación de autoplagio.
Por tanto, la reproducción, total o parcial, de los artículos aquí publicados queda sujeta a la mención expresa del origen de su publicación en esta revista, citando el volumen y número de la misma. A efectos legales, deberá consignarse la fuente de la publicación original, así como el enlace DOI de referencia cruzada (si lo hubiera).









