Letalidade policial e a tentativa de legitimação do arbítrio

Autores

  • Giovanna de Sá da Cunha Centro Universitário Tiradentes

Palavras-chave:

Seletividade penal, Estado de Direito, Legalismo autoritário

Resumo

O texto analisa criticamente como o Projeto Anticrime legitima práticas de arbítrio policial sob a alegação de “legítima defesa”, ampliando subjetividades como medo, surpresa ou violenta emoção para eximir ou atenuar penalidades. O autor argumenta que, embora o arbítrio devesse ser fundado em lei, o novo legalismo funciona como fachada ideológica que naturaliza a repressão seletiva, sobretudo contra populações periféricas e negras. Sob o pretexto de segurança pública, o direito se subordina a práticas autoritárias, minando princípios essenciais do Estado democrático de Direito como proporcionalidade, isonomia e tutela dos direitos humanos.

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Biografia do Autor

Giovanna de Sá da Cunha, Centro Universitário Tiradentes

Bacharela em Direito pelo Centro Universitário Tiradentes – Unit/AL. Membra do Grupo de Pesquisa em Biopolítica e Processo Penal, Maceió (AL). Diretora Financeira do Centro Acadêmico de Direito Esperança Garcia.

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Publicado

01-08-2019

Como Citar

CUNHA, Giovanna de Sá da. Letalidade policial e a tentativa de legitimação do arbítrio. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 27, n. 321, p. 25–27, 2019. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2409. Acesso em: 17 jan. 2026.

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