Acerca das propostas de alteração à Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013) no “Projeto de Lei Anticrime”

Autores

  • Profa. Ma. Ana Carolina de Morais Colombaroli Libertas Faculdades Integradas, Brasil https://orcid.org/0000-0002-4433-8463
  • Prof. Dr. Fernando Andrade Fernandes Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Palavras-chave:

tipificação penal, regime prisional, facções criminosas, segurança pública, discricionariedade

Resumo

Este artigo analisa as propostas de alteração à Lei 12.850/2013 (Lei de Organizações Criminosas) no âmbito do chamado “Projeto de Lei Anticrime”. A partir de uma revisão histórica, aborda‑se a evolução legislativa sobre a definição de organização criminosa, destacando‑se como a Lei 12.850/2013 estabeleceu parâmetros para evitar a banalização e a confusão entre organização criminosa, associação criminosa e concurso de pessoas. Em seguida, examinam‑se as mudanças propostas, em especial o inciso III que introduz exemplos nominais de facções e amplia o conceito penal ao incluir o controle sobre atividade econômica ou criminal por meio de intimidação, sem exigir as penas mínimas anteriores. Conclui‑se que tais alterações suscitam graves preocupações quanto à técnica legislativa, à inconstitucionalidade e ao risco de recrudescimento do encarceramento em massa.

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Biografia do Autor

Profa. Ma. Ana Carolina de Morais Colombaroli, Libertas Faculdades Integradas, Brasil

Mestra em Direito pela UNESP. Professora da Libertas Faculdades Integradas. Advogada.

Prof. Dr. Fernando Andrade Fernandes, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Pós-doutor em Direito Penal pela Universidade de Salamanca. Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra. Professor de Direito da UNESP e da Universidad de Salamanca, Espanha.

Referências

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Publicado

01-07-2019

Como Citar

COLOMBAROLI, Ana Carolina de Morais; FERNANDES, Fernando Andrade. Acerca das propostas de alteração à Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013) no “Projeto de Lei Anticrime”. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 27, n. 320, p. 20–23, 2019. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2444. Acesso em: 10 fev. 2026.

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