Necropolítica e a banalização da morte nas favelas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17623366Palavras-chave:
segurança pública, letalidade policial, racismo estrutural, violência, controle territorialResumo
Este editorial investiga como operações estatais letais (exemplificadas pelo massacre de 28 de outubro) expressam uma necropolítica institucionalizada no Brasil, na qual o poder decide quem vive e quem morre. Ele analisa a naturalização desse extermínio seletivo contra corpos racializados, sobretudo nas periferias, sustentada por um racismo estrutural. O texto problematiza a justificativa oficial dessas ações (combate ao crime organizado), argumentando que o verdadeiro propósito é o controle territorial por meio da violência. Além disso, discute-se a insuficiência das garantias penais tradicionais diante de tecnologias militares aplicadas internamente. Por fim, destaca-se o papel crítico do IBCCRIM, que denuncia essas práticas e clama por políticas inclusivas em vez da regulação da morte.
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