Neural surveillance
nuances about the possible impacts arising from the use of neurotechnologies in criminal policy through neural data
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.15882598Keywords:
Neural data, Neuroright, Neurocriminology, Surveillance, Labeling Approach TheoryAbstract
The present work aims to analyze the possible impacts generated by the use of neurotechnologies in the human body and its influence on Criminal Law and on criminalization policies. Through a qualitative, interdisciplinary bibliographical analysis and using the notion of inference, the aim is to point out the risks of abusive use of neural data from these new forms of social control that are in the development phase. Bearing in mind that these technologies seek to understand brain activities with greater precision, so that it is possible to manipulate and control the mind, in a social context marked by the logic of surveillance, it is argued that the use of neurotechnologies must be anchored in constitutional norms, respecting the notions of privacy, safety and consent of future users.
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