The survivors’ journey

confronting the justice system after attempted femicide

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18260536

Keywords:

femicide, criminal justice system, feminist criminology, gender-based violence, content analysis

Abstract

Women who experience violence face a series of complex challenges, especially survivors of attempted femicide, when navigating the criminal justice system. This article aims to analyze how these women interact with the criminal justice system, identifying the nuances that permeate their experiences and assessing how the system responds to their specific needs. Based on feminist criminology research, this study employs an empirical, qualitative approach, collecting data through semi-structured interviews with survivors of attempted femicide. Two women, aged 18 and over, who had gone through the criminal justice system, were interviewed, and the data were analyzed using Laurence Bardin’s content analysis technique. The results indicated that survivors faced victim-blaming, humiliation, minimization of their trauma, and lack of guidance and information, leading to fear and feelings of guilt. As a primary contribution, this article provides an in-depth analysis of systemic failures in the treatment of attempted femicide victims, highlighting the need for structural reforms in the criminal justice system to better meet the needs of these women.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Giulia Martins Alvarez, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas, Brasil

Mestra em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Minas). Especialista em Direito Público pela PUC-Minas. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela PUC-RS. Bacharela em Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Professora Titular de Direito da Unisul.

Fernanda Carolina de Araújo Ifanger, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas, Brasil

Doutora e mestre em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Professora Titular categoria A1 da PUC-Campinas.

References

ANDRADE, Vera Regina Pereira de. A soberania patriarcal: o sistema de justiça criminal no tratamento da violência sexual contra a mulher. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 48, n. 1, p. 260-290, maio-jun. 2004.

ANDRADE, Vera Regina Pereira de. A soberania patriarcal: o sistema de justiça criminal no tratamento da violência sexual contra a mulher. Revista de Direito Público, Brasília, n. 17, p. 52-75, 2007. Disponível em: https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/direitopublico/article/view/1300. Acesso em: 3 out. 2022.

ANDRADE, Vera Regina Pereira de. Pelas mãos da criminologia: o controle penal para além da (de)ilusão. Rio de Janeiro: Revan; ICC, 2012.

BANDEIRA, Lourdes Maria; ALMEIDA, Tânia Mara Campos de. Misoginia, violência contra as mulheres e direitos. In: BARBOSA, Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio (org.). A mulher e a justiça: a violência doméstica sob a ótica dos direitos humanos. Brasília: Amagis-DF, 2016. p. 79-92.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Tradução: Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011.

BAUER, Martin W.; AARTS, Bas. A construção do corpus: um princípio para a coleta de dados qualitativos. In: BAUER, Martin W.; GASKELL, George (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Tradução: Pedrinho A. Guareschi. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 39-63.

BAUER, Martin W.; GASKELL, George; ALLUM, Nicholas C. Qualidade, quantidade e interesses do conhecimento: evitando confusões. In: BAUER, Martin W.; GASKELL, George (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Tradução: Pedrinho A. Guareschi. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 17-35

BRENNER, Mary E. Interviewing in educational research. In: GREEN, J. L.; CAMILLI, G.; ELMORE, P. B. (org.). Handbook of complementary methods in education research. 3. ed. Washington, DC: American Educational Research Association, 2006. p. 357-370.

BRITO, Joana Christina de Souza; EULÁLIO, Maria do Carmo; SILVA JÚNIOR, Edivan Gonçalves da. A presença de transtorno mental comum em mulheres em situação de violência doméstica. Contextos Clínicos, São Leopoldo, v. 13, n. 1, p. 198-220, abr. 2020. https://doi.org/10.4013/ctc.2020.131.10

CAMPOS, Carmen Hein de; CARVALHO, Salo de. Tensões atuais entre a criminologia feminista e a criminologia crítica: a experiência brasileira. In: CAMPOS, Carmen Hein de (org.). Lei Maria da Penha: comentada em uma perspectiva jurídico-feminista. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. p. 143-169.

CASIQUE, Leticia Casique; FUREGATO, Antonia Regina Ferreira. Violência contra mulheres: reflexões teóricas. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 14, n. 6, p. 950-956, 2006. https://doi.org/10.1590/S0104-11692006000600018

CASTILHO, Ela Wiecko Volkmer de; CAMPOS, Carmen Hein de. Sistema de justiça criminal e perspectiva de gênero. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 26, n. 146, p. 273-303, 2018.

CUBELLS SERRA, Jenny; CALSAMIGLIA MADURGA, Andrea. La construcción de subjetividades por parte del sistema jurídico en el abordaje de la violencia de género. Prisma Social, n. 11, p. 205-259, dez. 2013. Disponível em: https://www.isdfundacion.org/publicaciones/revista/numeros/11/secciones/tematica/t-07-subjetitivades-violencia-genero.html. Acesso em: 25 maio 2023.

DEBERT, Guita Grin; PERRONE, Tatiana Santos. Questões de poder e as expectativas das vítimas: dilemas da judicialização da violência de gênero. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 150, n. 1, p. 423-447, dez. 2018.

DINIZ, Debora; GEBARA, Ivone. Esperança Feminista. 2. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2022.

GASKELL, George. Entrevistas individuais e grupais. In: BAUER, Martin W.; GASKELL, George (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Tradução: Pedrinho A. Guareschi. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 64-89.

GINDRI, Eduarda Toscani; BUDÓ, Marília de Nardin. A função simbólica do direito penal e sua apropriação pelo movimento feminista no discurso de combate à violência contra a mulher. Revista Direitos Fundamentais & Democracia, Curitiba, v. 19, n. 19, p. 236-268, 2016. Disponível em: https://revistaeletronicardfd.unibrasil.com.br/index.php/rdfd/article/view/651. Acesso em: 03 out. 2023.

MACHADO, Marta Rodriguez de Assis et al. (org.). A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no brasil. Brasília: Ministério da Justiça, Secretaria da Reforma do Judiciário, 2015. Disponível em: http://www.compromissoeatitude.org.br/wp-content/uploads/2015/04/Cejus_FGV_feminicidiointimo2015.pdf. Acesso em: 26 maio 2023.

MENDES, Soraia da Rosa. Criminologia feminista: novos paradigmas. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.

MENDES, Soraia da Rosa. Processo penal feminista. São Paulo: Atlas, 2020.

OLIVEIRA, Cristina Rego de. Justiça restaurativa e mobilização do direito pelas/para mulheres vítimas de violência doméstica: uma possível articulação em âmbito jurídico-criminal? Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 24, n. 124, p. 213-258, out. 2016.

PIMENTEL, Elaine; MENDES, Soraia. A violência sexual: a epistemologia feminista como fundamento de uma dogmática penal feminista. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 146, n. 1, p. 305-328, ago. 2018.

PORTUGAL, Daniela Carvalho. “Blaming the victim”: o comportamento vitimal à luz da criminologia feminista. In: GOMES, Mariângela Gama de Magalhães; FALAVIGNO, Chiavelli Facenda; MATA, Jéssica da (org.). Questões de gênero: uma abordagem sob a ótica das ciências criminais. Belo Horizonte: D’Plácido, 2018. p. 173-194.

PRANDO, Camila Cardoso de Mello; COSTA, Renata Cristina de Faria Gonçalves. A emergência da vítima na violência doméstica: uma etnografia sobre o sujeito, o conflito e o gênero. Revista Brasileira de Ciências Criminais, São Paulo, v. 26, n. 146, p. 57-90, ago. 2018.

SILVA, Paula Roberta Oliveira et al. Os possíveis impactos psicossociais na mulher diante da violência doméstica. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, v. 11, n. 10, 241111032666, 2022. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i10.32666

SKULJ, Agustina Iglesias. Violencia de género en América Latina: aproximaciones desde la criminologia feminista. Revista de Direitos e Garantias Fundamentais, Vitória, v. 15, n. 1, p. 199-237, 2014. https://doi.org/10.18759/rdgf.v15i1.644

TAVARES, Márcia Santana. Roda de Conversa entre mulheres: denúncias sobre a lei maria da penha e descrença na justiça. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 23, n. 2, p. 547-559, ago. 2015. https://doi.org/10.1590/0104-026X2015v23n2p547

TERRA, Maria Fernanda; D’OLIVEIRA, Ana Flávia Pires Lucas; SCHRAIBER, Lilia Blima. Medo e vergonha como barreiras para superar a violência doméstica de gênero. Athenea Digital, Barcelona, v. 15, n. 3, p. 109-125, nov. 2015. https://doi.org/10.5565/rev/athenea.1538

VERGÈS, Francoise. Um feminismo decolonial. Tradução: Jamile Pinheiro Dias e Raquel Camargo. São Paulo: Ubu, 2020.

YIN, Robert K. Pesquisa qualitativa do início ao fim. Tradução: Daniel Bueno. Porto Alegre: Penso, 2016.

YODER, Carolyn. A cura do trauma: quando a violência ataca a segurança comunitária é ameaçada. Tradução: Luís Bravo. São Paulo: Palas Athena, 2018.

ZEHR, Howard. Justiça Restaurativa. Tradução: Tônia Van Acker. 3. ed. São Paulo: Palas Athena, 2020.

Published

2026-05-12

How to Cite

ALVAREZ, Giulia Martins; IFANGER, Fernanda Carolina de Araújo. The survivors’ journey: confronting the justice system after attempted femicide. Brazilian Journal of Criminal Science, São Paulo, v. 213, n. 213, p. 305–344, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.18260536. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/1667. Acesso em: 27 jul. 2026.
Views 1,119 Downloads 31