A erosão da clave instrumental-antropocêntrica do princípio de progressão de regime no cumprimento de pena

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21924708

Palabras clave:

Lei 13.964/2019, Lei Raul Jungmann, progressão de regime, execução penal, neutralização penal

Resumen

O presente artigo examina o processo de erosão do princípio da progressão de regime no cumprimento de pena sob a perspectiva da clave instrumental-antropocêntrica do Estado, partindo dos fundamentos filosóficos de Locke e da crítica de Engels ao sistema prisional. Os autores analisam a evolução legislativa brasileira, desde a Lei de Crimes Hediondos (1990), passando pelo Pacote Anticrime, até a Lei Raul Jungmann, demonstrando como as sucessivas restrições à progressão de regime têm substituído o ideal ressocializador por uma lógica de neutralização do indivíduo. Conclui-se que tais alterações representam um abandono do princípio fundamental de que o Estado não pode desistir da pessoa, transformando o sistema punitivo em mero instrumento de incapacitação.

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Biografía del autor/a

Paulo César Busato, Universidade Federal do Paraná, UFPR, Brasil

Doutor em Problemas Actuales del Derecho Penal pela Universidad Pablo de Olavide (Sevilha, Espanha). Professor de Direito Penal da UFPR e da PUC-PR. Advogado.

Felipe Atet, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUCPR, Brasil

Especialista em Direito Penal e Processo Penal pela Academia Brasileira de Direito Constitucional. Pós-graduando em Criminalidade Econômica pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Advogado.

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Publicado

2026-08-21

Cómo citar

BUSATO, Paulo César; ATET, Felipe. A erosão da clave instrumental-antropocêntrica do princípio de progressão de regime no cumprimento de pena. Boletín IBCCRIM, São Paulo, v. 34, n. 406, p. 5–8, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.21924708. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2925. Acesso em: 24 ago. 2026.

Número

Sección

Dossiê: Um olhar crítico sobre o novo "Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil" (Lei 15.358/2026)

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