O elemento subjetivo do crime à luz da moderna criminologia

Autores

Palavras-chave:

Dolo, Elemento subjetivo, Criminologia, Psicodinâmica, Animus nocendi

Resumo

O artigo propõe uma revisão do conceito de dolo a partir da psicologia dinâmica (psicanálise freudiana), rompendo com a tradicional definição como previsão e vontade do evento. A metodologia é interdisciplinar, articulando dogmática penal e criminologia. O autor define o dolo como "atitude interior de adesão aos próprios impulsos intrapsíquicos anti-sociais" (animus nocendi, má-fé criminosa), distinta da vontade consciente. Sustenta que essa concepção psicodinâmica cumpre três funções: aproxima dogmática e criminologia; fundamenta o desvalor da conduta; e permite individualizar os tipos penais. Conclui que o dolo não é racional-volitivo, mas emocional, devendo o juiz averiguar a atitude interior do agente, sob pena de erro judiciário.

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Biografia do Autor

Elio Morselli, Universidade de Perugia, UNIPG, Itália

Catedrático de Direito Penal na Universidade de Perugia (Itália).

Referências

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Publicado

1994-10-01

Como Citar

MORSELLI, Elio. O elemento subjetivo do crime à luz da moderna criminologia. Revista Brasileira de Ciências Criminais , São Paulo, v. 8, n. 8, p. 7–13, 1994. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/3333. Acesso em: 20 out. 2026.

Edição

Seção

Doutrina Internacional
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