Uso de substâncias psicoativas
aspectos criminológicos e políticos
Palavras-chave:
Substâncias psicoativas, Criminologia, Arquétipos, Política criminal, Intervenção mínimaResumo
O texto trata do uso de substâncias psicoativas e dos seus aspectos criminológicos e políticos, partindo da constatação de que, em tempos de globalização, não falar do problema é alienação, e indagando se a questão se relaciona com a repressão, com a saúde pública ou com ambos. A exposição assume uma vertente criminológica de aproximação à etiologia, recorrendo à Psicologia Analítica de Jung e aos arquétipos, para mostrar que a busca da droga pode ter raízes arquetípicas, como ritual de iniciação falho de morte-renascimento. A investigação conclui que a eleição do uso de drogas como ilícito penal, através do porte para uso, não contribui para a repressão, por reprovar uma maneira de ser, gerar corrupção e mercado negro e ofender os princípios da intervenção mínima, lesividade e culpabilidade.
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