A proteção jurídica de crianças e adolescentes nas redes sociais

considerações civis e criminais sobre o oversharenting

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18807007

Palavras-chave:

Oversharenting, Crimes em espécie, Poder familiar, Proteção integral, Privacidade infantil

Resumo

O artigo analisa criticamente o fenômeno do oversharenting, entendido como a prática excessiva de exposição de crianças e adolescentes por seus pais nas redes sociais, à luz do ordenamento jurídico brasileiro. Parte-se da constatação de que a consolidação das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), sobretudo por meio de redes sociais e dispositivos móveis, tem ressignificado os limites entre o público e o privado, tornando comum a divulgação de aspectos da vida íntima no ambiente digital. Tal prática suscita importantes questões jurídicas, éticas e sociais, especialmente pela ausência de consentimento das crianças e pelos riscos que a superexposição pode acarretar à sua dignidade, segurança e desenvolvimento. O trabalho investiga se o marco legal vigente (incluindo a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Geral de Proteção de Dados e os Códigos Civil e Penal) oferece instrumentos normativos suficientes para compatibilizar o exercício do poder familiar com a proteção integral da criança. Adotando abordagem jurídico-dogmática crítica e método dedutivo, a pesquisa conclui que a questão exige não apenas aplicação eficaz das normas existentes, mas também iniciativas educativas e culturais voltadas à promoção de uma consciência digital protetiva.

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Biografia do Autor

Dra. Flávia Sanna Leal de Meirelles, Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil

Doutora em Direito Penal pela Uerj (2020). Mestre em Direito Penal pela Uerj (2013). Especialista em Processo Penal e Garantias Fundamentais pela ABDConst (2015). Bacharel em Direito pela UFRJ (2010). Professora Adjunta de Direito Penal da UFRJ. Professora do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da Universidade Estácio de Sá (Unesa). Professora de Direito Penal, Processo Penal e Prática Penal na Graduação em Direito da Universidade Veiga de Almeida (UVA) e do Centro Universitário Carioca (UniCarioca).

Prof. Dr. Wilson Tadeu de Carvalho Eccard, Universidade Estácio de Sá, Unesa, Brasil

Doutor em Direito pelo Programa de Pós-graduação em Direito, Instituições e Negócios da Universidade Federal Fluminense – PPGDIN/UFF (2023). Mestre em Direito Constitucional pelo Programa de Pós-graduação em Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense – PPGDC/UFF (2019), na linha de Teoria e História do Direito Constitucional e Direito Constitucional Internacional e Comparado. Especialista em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade Estácio de Sá – Unesa (2017). Graduação em Direito pela Faculdade Mackenzie – Rio (2012). Pesquisador do Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Direito Constitucional Latino-Americano (LEICLA). Professor da graduação na Universidade Estácio de Sá, na Universidade Carioca – Unicarioca e professor da pós-graduação na Universidade Veiga de Almeida. Já atuou como Coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da UNESA. Formação em Tutoria Online do Ensino à Distância pela Fundação Getúlio Vargas e tutor de diferentes cursos na mesma instituição.

Prof. Dr. Diogo Oliveira Muniz Caldas, Universidade Veiga de Almeida, UVA, Brasil

Doutor em Direito pela Universidade Veiga de Almeida (2016). Mestre em Direito pela Universidade Gama Filho (2010). Bacharel em Direito pela Universidade Gama Filho (2005). Professor do Programa de Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Professor da Graduação em Direito da UVA e do Centro Universitário Carioca (Unicarioca). Professor da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj). Professor Colaborador do Mestrado em Direito da Ambra University (USA).

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Publicado

2026-08-11

Como Citar

MEIRELLES, Flávia Sanna Leal de; ECCARD, Wilson Tadeu de Carvalho; CALDAS, Diogo Oliveira Muniz. A proteção jurídica de crianças e adolescentes nas redes sociais: considerações civis e criminais sobre o oversharenting. Revista Brasileira de Ciências Criminais , São Paulo, v. 214, n. 214, p. 107–139, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.18807007. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/2388. Acesso em: 3 set. 2026.

Edição

Seção

Direito penal
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