Reflexões sobre o pensamento penal

Authors

  • Ana María Messuti

Keywords:

Pensamento calculante, Pensamento meditante, Incerteza, Centralidade da pessoa, Finitude

Abstract

Pretende-se expor uma reflexão sobre o direito que o ponha em relação com as questões que se colocam no âmbito filosófico e não especificamente no da filosofia do direito. A resposta que se dê a essas questões determinará nossa visão do direito em geral e, para o direito penal, terá influência decisiva. Pretende-se demonstrar a necessidade de que o direito penal e a criminologia se baseiem em uma reflexão profunda sobre o sofrimento e de que se definam e distingam as metas perseguidas. Esboça-se a relação direito-tempo, destacando a ideia da finitude do ser humano. Delineia-se o papel do juiz como terceiro no jogo de representações que o direito estabelece. Expõe-se em grandes traços a filosofia da pessoa de Luigi Pareyson.

Downloads

Download data is not yet available.

References

COTTA, S. Il diritto nell'esistenza. Milán: Giuffrè, 1984.

COTTA, S. Quidquid latet apparebit: le problème de la vérité du jugement. Archivio di Filosofia, [S.l.], año LVI, n. 1-3, p. 395, 1988.

CUPIDO, G. Pathos e mathos nel mondo tragico sofocleo. Iride: Filosofia e Discussione Pubblica, Bolonia, año IX, n. 17, p. 189, abr. 1996.

DURAND, B.; POIRIER, J.; ROYER, Jean-Pierre (ed.). La Douleur et le droit. Paris: Presses Universitaires de France, [s.d.].

HEGEL, G. Fundamentos de la filosofía del derecho. Buenos Aires: Siglo XX, 1987.

HEIDEGGER, M. Chemins qui ne mènent nulle part. París: Gallimard, 1990.

HEIDEGGER, M. Che cosa significa pensare. Milán: Sugarco Edizioni, 1996.

HEIDEGGER, M. Essere e tempo. Milán: Longanesi, 1970.

HULSMAN, L.; BERNAT DE CELIS, J. Peines perdues: le système pénal en question. París: Le Centurion, DHS, 1982.

HUSSERL, G. Diritto e tempo: saggi di filosofia del diritto. Milán: Giuffrè, 1998.

KOJEVE, A. Esquisse d'une phénoménologie du droit. París: Gallimard, 1983.

MESSUTI, A. El tiempo como pena y otros escritos. Bogotá: Pontificia Universidad Javeriana, 1998.

NIETZSCHE, F. Así habló Zaratustra. Madrid: Alianza Editorial, 1997.

NIETZSCHE, F. La genealogía de la moral. Madrid: Alianza Editorial, 1997.

PAREYSON, L. Dostoevskij. Turín: Einaudi, 1993.

PAREYSON, L. Esistenza e persona. Turín: Il Melangolo, 1992.

PAREYSON, L. Ontologia della libertà. Turín: Einaudi, 1995.

RICOEUR, P. Introducción a la simbólica del mal. Buenos Aires: Megápolis, 1976.

RICOEUR, P. Le juste. París: Esprit, 1995.

ROMANO, B. Il riconoscimento come relazione giuridica fondamentale. Roma: Bulzoni, 1986.

ROMANO, B. Ortonomia della relazione giuridica: una filosofia del diritto. Roma: Bulzoni Editore, 1997.

SCHELER, M. Le sens de la souffrance. París: Aubier, [s.d.].

STELLA, G. I giuristi di Husserl. Milán: Giuffrè, 1990.

ZAFFARONI, E. R. Qué pena. Fascículos de Ciências Penais, [S.l.], año 5, v. 5, jul.-ago.-set. 1992.

Published

2000-07-01

How to Cite

MESSUTI, Ana María. Reflexões sobre o pensamento penal. Brazilian Journal of Criminal Science, São Paulo, v. 31, n. 31, p. 11–22, 2000. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/3968. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

International Doctrine
Views 6 Downloads 2