Religião e prisão

dimensões do papel da Igreja evangélica diante do cumprimento de pena privativa de liberdade

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18807165

Palabras clave:

Criminologia, Conversão, Inclusão social, Punição, Fé

Resumen

Sob a lente da Criminologia Clínica de Inclusão Social, o presente trabalho teve como objetivo compreender as dimensões do papel da Igreja evangélica para homens em cumprimento de pena privativa de liberdade. Trata-se de pesquisa empírica de abordagem qualitativa, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com internos de duas unidades prisionais localizadas no estado do Paraná: Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) e Casa de Custódia de Maringá (CCM). Os resultados apontam que, no contexto prisional, os evangélicos se situam entre a desconfiança de funcionários e detentos em geral e a credibilidade atribuída ao fato de não traírem a facção nem gerarem conflitos para a administração. As entrevistas também indicam que os evangélicos precisam se submeter a um rígido código de conduta e a um intenso controle por parte de todos os atores do universo prisional, mas, principalmente, da massa carcerária. No entanto, concluiu-se que a conversão pode proporcionar a ressignificação da própria história e a busca pela expansão de si alicerçada em um projeto de vida boa. Nesse sentido, os dados evidenciam a ambivalência da identidade evangélica na prisão, que, ao mesmo tempo em que é desmoralizada e controlada, pode devolver ao preso o controle de sua vida.

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Biografía del autor/a

Andressa Loli Bazo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, UPM, Brasil

Doutora em Criminologia pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (2021). Professora de Direito e Coordenadora de Pesquisa do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Publicado

2026-08-11

Cómo citar

BAZO, Andressa Loli. Religião e prisão: dimensões do papel da Igreja evangélica diante do cumprimento de pena privativa de liberdade. Revista Brasileña de Ciencias Penales , São Paulo, v. 214, n. 214, p. 201–238, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.18807165. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/2191. Acesso em: 3 sep. 2026.
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