Política anti-seqüestros no Rio de Janeiro
1995-1998
Palabras clave:
Estatísticas policiais, Política criminal, Criminalização, Criminalidade real, Segurança públicaResumen
O artigo analisa criticamente a construção da política anti-seqüestros no Rio de Janeiro entre 1995 e 1998, período em que houve enorme redução no número de casos registrados, reconhecida pela imprensa, pelas autoridades e pela opinião pública como a principal história de sucesso na área da segurança pública. A exposição adota a metodologia constante do texto, baseada em banco de dados construído a partir de notícias de jornais e em entrevistas com delegados, detetives e autoridades da área de segurança pública. O texto examina o uso político das estatísticas oficiais e distingue a criminalização exibida por estas da criminalidade real, salientando a constante mudança desta última. A investigação descreve a modernização tecnológica introduzida na Divisão Anti-Seqüestro e a parceria efetivada com segmentos empresariais, focalizando a contribuição do Disque-Denúncia, e examina se a modernização tecnológica, a mudança no padrão das investigações e a política de gratificações por mérito reduziram o uso de força letal pela polícia no combate aos seqüestradores.
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