Juvenicídio
um conceito que reflete vulnerabilidades, estigmas e a violência como estratégia de controle
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18260231Palavras-chave:
juvenicídio, violência, juventude, vulnerabilidade social, estigmatizaçãoResumo
O presente artigo trabalha o conceito de juvenicídio, elaborado pelo sociólogo mexicano José Manuel Valenzuela Arce, como uma categoria analítica para descrever o extermínio sistemático e contínuo de jovens em contextos de desigualdade social, especialmente em países periféricos de economia capitalista tardia. Esse processo resulta da precarização econômica e social, estigmatização e exclusão de juventudes marginalizadas, frequentemente associadas à violência estatal, tráfico de drogas e discriminações de classe, raça, gênero entre outros fatores. Esse conceito se aplica a realidade brasileira refletido em um padrão histórico de exclusão e negação de direitos fundamentais, agravado pela omissão estatal e políticas repressivas. A juventude negra, pobre e periférica é a principal vítima desse sistema, vivendo sob condições de extrema vulnerabilidade. Além disso, fatores como neoliberalismo e capitalismo intensificam a exclusão, promovendo desigualdades econômicas e sociais, enquanto normaliza a violência e a criminalização das juventudes. Dessa forma, o juvenicídio transcende o assassinato físico, abrangendo dinâmicas de deslegitimação, precarização e invisibilidade social.
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