O “dinheiro organizado” e o crime sistémico

Autores/as

  • António Avelãs Nunes Faculdade de Direito de Coimbra, Portugal

Palabras clave:

capital financeiro, neoliberalismo, especulação, lavagem de capitais, captura política

Resumen

O presente trabalho investiga como o chamado “dinheiro organizado” atua como vetor central do crime sistémico, ao utilizar a liberdade global de fluxos financeiros e os paraísos fiscais para perpetrar uma série de práticas que podem ser qualificadas como crimes contra a humanidade. Sob o paradigma neoliberal surgido no pós-crise petrolífera dos anos 1970, o capital financeiro conquista hegemonia sobre o capital produtivo, consolidando-se por meio da especulação, corrupção, lavagem de dinheiro, manipulação de mercados e captura política. Esse modelo assenta em uma cumplicidade entre Estado e elites financeiras que garante impunidade e expulsa dos circuitos de responsabilização penal os grandes operadores. A análise demonstra que o sistema vigente não apenas permite, mas estrutura-se a partir de lógicas criminosas, exigindo uma reconfiguração democrática da regulação financeira e da governança global.

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Biografía del autor/a

António Avelãs Nunes, Faculdade de Direito de Coimbra, Portugal

Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Direito de Coimbra. Doutor Honoris Causa pelas Universidades Federais de Alagoas, do Paraná e da Paraíba. Sigillo d’Oro da Università Degli Studi di Foggia. Doutor Honoris Causa pela Universidad de Valladolid.

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Publicado

2019-07-01

Cómo citar

NUNES, António Avelãs. O “dinheiro organizado” e o crime sistémico. Boletín IBCCRIM, São Paulo, v. 27, n. 320, p. 2–6, 2019. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2436. Acesso em: 27 jul. 2026.

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