A nova Lei Antifacção e os bancos de organizações criminosas
questões críticas entre o solucionismo tecnológico e o policiamento racializado
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21362969Palavras-chave:
Lei Antifacção, Bancos de Organizações Criminosas, Solucionismo tecnológico, Transparência, Policiamento racializadoResumo
Este ensaio analisa criticamente os dispositivos da nova Lei Antifacção que estabelecem a formação dos bancos de dados de organizações criminosas. Adotamos uma metodologia genealógica, com base em pesquisa bibliográfica e documental e análise comparada, para questionar quais são os modelos de vigilância investidos por esses bancos de dados e como esses modelos se relacionam com as práticas de policiamento. A pesquisa evidencia que a formação do corpo criminoso está inserida em uma trajetória de discursos e práticas que produziram formas de classificação, sistematização, segregação e eliminação de pessoas e grupos considerados inferiores.
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