Quando a justiça tarda, mas não falha

reflexões sobre direito ao esquecimento e os recentes ataques à prescrição penal

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Autores/as

  • Luciano Filizola da Silva UNESA - Universidade Estácio de Sá

Palabras clave:

Direito ao Esquecimento, Prescrição, Dignidade da Pessoa Humana

Resumen

O presente trabalho tem como finalidade questionar as atuais investidas sobre o instituto da prescrição penal segundo o direito ao esquecimento enquanto corolário da dignidade da pessoa humana entendido como instrumento limitador do poder punitivo do Estado. Através da análise de jurisprudência recente, alterações legislativas e projetos de emendas constitucionais, é possível demonstrar o projeto político-criminal de enfraquecer as restrições temporais impostas e que possuem a função de garantir que o indivíduo não se disponha indefinidamente aos arbítrios do sistema penal. 

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IBCCRIM

Biografía del autor/a

Luciano Filizola da Silva, UNESA - Universidade Estácio de Sá

Doutor em direitos fundamentais pela UNESA e mestre em ciências criminais pela UCAM. Professor de Direito Penal na UNIGRANRIO e nas Faculdades Integradas Simonsen, na EMERJ e na FESUDEPERJ. Advogado. 

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Publicado

2024-07-15

Cómo citar

Filizola da Silva, L. (2024). Quando a justiça tarda, mas não falha: reflexões sobre direito ao esquecimento e os recentes ataques à prescrição penal . Boletín IBCCRIM, 29(347), 13–14. Recuperado a partir de https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/1372