A volta da prisão perpétua

burla de etiquetas e flagrante inconstitucionalidade no Pacote Anti(pró)-Facção

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22922313

Palabras clave:

Pacote Antifacção, prisão perpétua, individualização da pena, execução penal, progressão de regime

Resumen

EL REGRESO DE LA CADENA PERPETUA: UN ERROR DE ETIQUETAS Y UNA INCONSTITUCIONALIDAD FLAGRANTE EN EL PAQUETE ANTIPRO-FACCIÓN
Este artículo analiza la pena impuesta por el nuevo delito de dominación social estructurada y el endurecimiento de la ejecución penal introducido por la Ley n° 15.358/2026. Parte de la tensión entre las garantías constitucionales de individualización de la pena y la prohibición de las condenas perpetuas, y la introducción de penas cada vez más severas asociadas a nuevos regímenes de ejecución más prolongados y restrictivos. Argumenta, con base en el imperativo constitucional, que una pena formalmente temporal no puede representar materialmente, por su cuantía y/o forma de ejecución, una sanción desproporcionada, una verdadera cadena perpetua.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Rodrigo Moraes de Oliveira, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil

Doutor em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e da Escola de Direito da PUCRS.

Ketrim Bueno de Fraga, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil

Mestranda em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Pós-graduada em Direito Penal e Criminologia pela mesma instituição.

Citas

AGUIAR JÚNIOR, Ruy Rosado de. Aplicação da pena. 5. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2013.

BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. Parte Geral 1. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.

BOSCHI, José Antonio Paganella. Das penas e seus critérios de aplicação. 8. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2020.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 16 jan. 2025.

BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Dados estatísticos do sistema penitenciário brasileiro. Brasília: Depen, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/senappen/pt-br/servicos/sisdepen. Acesso em: 29 maio 2026.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Habeas Corpus nº 82.959/SP. Relator: Ministro Marco Aurélio. Julgado em: 23 fev. 2006. Diário da Justiça, Brasília, 1º set. 2006.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Medida Cautelar na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347. Relator: Ministro Marco Aurélio. Julgado em: 09 set. 2015. Diário da Justiça Eletrônico, Brasília, n. 31, 19 fev. 2016. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4783560. Acesso em: 29 maio 2026.

CARVALHO, Salo de. Penas e medidas de segurança no Direito Penal brasileiro. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Pena justa: plano nacional para o enfrentamento do estado de coisas inconstitucional nas prisões brasileiras:

Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347: plano e matriz. Brasília: CNJ, 2025. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/sistema-carcerario/plano-pena-justa/. Acesso em: 29 maio 2026.

FRANCO, Alberto Silva. Crimes hediondos. 6. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.

LUISI, Luiz. Os princípios constitucionais penais. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 1991.

OLIVEIRA, Rodrigo Moraes de. A teoria neo-retributiva da pena de fundamento onto-antropológico, de José de Faria Costa: contornos e potencialidades no Brasil. Revista de Estudos Criminais, São Paulo, n. 94, p. 61-83, jul./set. 2024.

OLIVEIRA, Rodrigo Moraes de. Exequibilidade humanitária do encarceramento como condição (material) de sua possibilidade. Revista de Estudos Criminais, São Paulo, n. 80, p. 233-268, 2021.

OLIVEIRA, Rodrigo Moraes de. Juízo e prisão: ativismo judicial no Brasil e nos EUA. Porto Alegre: Boutique Jurídica, 2018.

OLIVEIRA, Rodrigo Moraes de. Princípio da Humanidade. In: SARLET, Ingo Wolfgang et al. (org.). Direitos Fundamentais: Comentários ao artigo 5º da Constituição Federal de 1988. Londrina: Toth, 2022.

SOUZA, Arlen José Silva de; DIAS, Karla Caroline Pereira. Encarceramento em massa: a genealogia do mal e o sistema penal contemporâneo. Revista da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia, n. 24, p. 112-129, 2018. https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679n24/2018/179/p112-129

Publicado

2026-09-29

Cómo citar

OLIVEIRA, Rodrigo Moraes de; FRAGA, Ketrim Bueno de. A volta da prisão perpétua: burla de etiquetas e flagrante inconstitucionalidade no Pacote Anti(pró)-Facção . Boletín IBCCRIM, São Paulo, v. 34, n. 407, p. 27–30, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.22922313. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/3025. Acesso em: 30 sep. 2026.

Número

Sección

Dossiê: Um olhar crítico sobre o novo "Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil" (Lei 15.358/2026)

Métrica

Views 6 Downloads 1