O uso da inteligência artificial na predição do feminicídio e o direito à explicabilidade e à autodeterminação informativa
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17058373Palavras-chave:
proteção de dados, privacidade, sigilo médico, feminicídio, opacidadeResumo
O presente artigo examina criticamente os limites éticos e jurídicos do uso da inteligência artificial na formulação de políticas públicas voltadas à predição de feminicídios, com especial atenção aos riscos impostos à privacidade, ao sigilo médico e à autodeterminação informativa. Toma-se como estudo de caso o projeto desenvolvido por Vital Strategies e FrameNet Brasil, que analisou, sem consentimento expresso das pacientes, registros médicos de mulheres atendidas na rede pública de saúde no Recife. A partir dessa experiência concreta, discute-se a opacidade algorítmica, os usos secundários dos dados sensíveis e os efeitos da vigilância digital sobre corpos vulnerabilizados. O texto também investiga a tendência de relativização de direitos fundamentais sob o discurso da segurança pública e demonstra como tecnologias que se apresentam como soluções de proteção podem, na prática, reforçar estruturas de poder, criminalização e controle social. A pesquisa propõe, ao final, uma reconfiguração normativa e institucional que resgate os princípios da confidencialidade, da transparência e da dignidade humana diante da tecnificação crescente das políticas públicas de segurança e saúde.
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