O significado penal de integrar organização criminosa e a exigência de reiteração de ajustes de comportamentos típicos futuros
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20276120Palabras clave:
organização criminosa, autoria, habitualidade, proporcionalidadeResumen
Este artigo analisa o alcance penal do verbo “integrar” no tipo previsto no art. 2º da Lei 12.850/2013, destacando a insuficiência de leituras baseadas em modos de vida, simpatias culturais ou práticas isoladas. Com base nos limites constitucionais da intervenção penal, sustenta-se que integrar organização criminosa requer reiteração de ajustes de comportamentos típicos futuros, afastando modelos imputativos que aproximem o tipo do Direito Penal do Autor.
Descargas
Citas
BARROSO, Luís Roberto. A dignidade da pessoa humana no direito constitucional contemporâneo: a construção de um conceito jurídico à luz da jurisprudência mundial. Belo Horizonte: Fórum, 2013.
BRASIL. Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013. Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a Lei nº 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2013. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm. Acesso em: 7 abr. 2026.
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Quinta Turma). AREsp 2454145/SP. Rel. Min. Daniela Teixeira, j. 12 dez. 2024.
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça (Segunda Turma). AgRg no HC 216.865/SP. Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 29 ago. 2022.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Plenário). ADPF 187/DF. Rel. Min. Celso de Mello, j. 15 jun. 2011.
CANCIO MELIÁ, Manuel; SILVA SÁNCHEZ, Jesús-Maria. Delitos de organización. Montevideo: B de F, 2008.
DE FILIPPO, Thiago Baldani Gomes. Proporcionalidade legislativa penal. 3. ed. São Paulo: Marcial Pons, 2025.
EL HIRECHE, Gamil Föppel; FIGUEIREDO, Rudá Santos. Crítica às tipificações relativas ao tratamento do “crime organizado” no projeto de código penal e na Lei 12.850/2003. In: BADARÓ, Gustavo H. (org.). Doutrinas essenciais: direito penal e processo penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015. v. 6, p. 427-474.
ESTELLITA, Heloísa. Comentários ao art. 287 do Código Penal. In: REALE JÚNIOR, Miguel (coord.). Código Penal comentado. São Paulo: Saraiva, 2017.
MEZGER, Edmund. Derecho penal: parte general. Trad. Rodríguez Muñoz. Buenos Aires: El Foro, 1985.
MOCCIA, Sergio. La perene emergenza: tendenze autoritarie nel sistema penale. 2. ed. Napoli: Scientifiche Italiane, 1997.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional. Nova York: ONU, 2000.
SILVA SÁNCHEZ, Jesús-Maria. La expansión del derecho penal: aspectos de la política criminal en las sociedades postindustriales. 3. ed. Madrid: Edisofer, 2011.
TEIXEIRA, Adriano; CAMPANA, Felipe Longobardi. O que é integrar uma organização criminosa? Uma reflexão em torno dos modelos de imputação ao crime associativo após 10 anos da Lei n. 12.850/2013. In: SALGADO, Daniel de Resende; BECHARA, Fábio Ramazzini; DE GRANDIS, Rodrigo (org.). 10 anos da lei das organizações criminosas. São Paulo: Almedina, 2023. p. 205-228.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Dr. Thiago Baldani Gomes De Filippo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los derechos de autor de los artículos publicados pertenecen al autor, pero con los derechos de la revista sobre la primera publicación y respetando el periodo de exclusividad de un año. Los autores sólo podrán utilizar los mismos resultados en otras publicaciones indicando claramente esta revista como medio de la publicación original. Si no existe tal indicación, se considerará una situación de autoplagio.
Por tanto, la reproducción, total o parcial, de los artículos aquí publicados queda sujeta a la mención expresa del origen de su publicación en esta revista, citando el volumen y número de la misma. A efectos legales, deberá consignarse la fuente de la publicación original, así como el enlace DOI de referencia cruzada (si lo hubiera).




