A extinção das saídas temporárias como indicativo à privatização dos presídios sob o prisma da política criminal em execução penal no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.17625281

Palavras-chave:

Saídas Temporárias, Execução Penal, Privatização, Política Criminal, Dignidade Humana

Resumo

Este artigo analisa os impactos da extinção das saídas temporárias, instituída pela Lei 14.843/2024, no sistema prisional brasileiro, sob a perspectiva da política criminal e da execução penal. O benefício, anteriormente previsto na Lei de Execução Penal, desempenhava um papel essencial na reintegração social dos apenados, com baixos índices de reincidência. Contudo sua eliminação reflete uma lógica punitivista que agrava a superlotação carcerária e compromete os princípios de dignidade humana e ressocialização. O texto também explora as implicações da mercantilização do sistema prisional, evidenciando como a privatização subordina os direitos fundamentais à lógica do lucro, reforçando desigualdades estruturais. Por fim, propõe-se a reintrodução de mecanismos progressivos, como as saídas temporárias, e o fortalecimento de modelos alternativos que priorizem a humanização e a eficácia do sistema penal.

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Biografia do Autor

Ana Luiza Carrilho de Oliveira Resende, Universidade de Uberaba, Uniube, Brasil

Bacharel em Direito pela Universidade de Uberaba. Integrante do Laboratório de Ciências Criminais do IBCCRIM (Núcleo Minas Gerais).

Me. Bethânia Silva Santana, Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, IDP, Brasil

Doutoranda em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Bolsista CAPES/PROSUP. Mestre em Planejamento e Análise de Políticas Públicas (2023) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP/Franca). Advogada.

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Publicado

26-11-2025

Como Citar

RESENDE, Ana Luiza Carrilho de Oliveira; BETHÂNIA SILVA SANTANA, Bethânia Silva Santana. A extinção das saídas temporárias como indicativo à privatização dos presídios sob o prisma da política criminal em execução penal no Brasil. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 33, n. 397, p. 22–26, 2025. DOI: 10.5281/zenodo.17625281. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/1914. Acesso em: 30 jan. 2026.

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