A definição de ação como um problema filosófico: repensando a trajetória do conceito na teoria do delito

repensando a trajetória do conceito na teoria do delito

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18644338

Palavras-chave:

ação, crime, dogmática penal, fundamento filosófico

Resumo

O artigo argumenta contra o desinteresse pelo conceito de ação na teoria do delito, passando de uma perspectiva da trajetória conceitual como evolutiva para propor como um problema de fundamento filosófico. Em outras palavras, desde a perspectiva filosófica, haveria uma pergunta sobre o mundo e sobre a relação entre o homem e o mundo, no sentido de nos indagarmos se existe coisa tal como uma ação e como podemos conhecer. Nas duas seções que o compõem, o artigo busca confrontar-nos com intuições que temos sobre a ação, que reconduzem à pergunta anterior, e examina dois conceitos paradigmáticos para a teoria do delito alemã (causal e finalista) com o intuito de traçar o contexto teórico-filosófico subjacente, que influenciou o que era considerado “real” e “objetivo”.

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Biografia do Autor

Me. Catarina Bussinger, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Brasil

Doutoranda em Direito Penal pela UERJ. Mestre em Direito pela UFRJ. Pesquisadora Bolsista CAPES/PROEX.

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Publicado

25-02-2026

Como Citar

BUSSINGER, Catarina. A definição de ação como um problema filosófico: repensando a trajetória do conceito na teoria do delito: repensando a trajetória do conceito na teoria do delito. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 34, n. 400, p. 10–13, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.18644338. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2412. Acesso em: 17 abr. 2026.

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