Quando a investigação invade o sistema

hacking estatal, prova digital e os limites da legalidade

Autores/as

  • Instituto Brasileiro de Ciências Criminais Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, IBCCRIM, Brasil image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22921393

Palabras clave:

hacking estatal, malware, prova digital, cadeia de custódia, direitos fundamentais

Resumen

A expansão das técnicas de investigação digital deslocou a persecução penal da apreensão do suporte físico para o acesso oculto e remoto a dispositivos e sistemas. Hacking estatal e infiltração por malware oferecem alto potencial investigativo, mas também podem alcançar comunicações, arquivos, câmeras, microfones e localização, alterando o próprio ambiente em que a prova é produzida. Este editorial sustenta que a inovação não pode operar sem reserva legal, transparência técnica, contraditório efetivo e cadeia de custódia auditável. A ausência de disciplina específica, inclusive no espaço ainda não preenchido pela chamada LGPD Penal, não autoriza poderes ilimitados nem decisões baseadas em confiança institucional. Propõem-se parâmetros concretos para autorização, execução, preservação e controle dessas medidas, distinguindo a capacidade de descobrir informação da legitimidade de convertê-la em prova confiável.

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Citas

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Publicado

2026-09-29

Cómo citar

INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS CRIMINAIS. Quando a investigação invade o sistema: hacking estatal, prova digital e os limites da legalidade. Boletín IBCCRIM, São Paulo, v. 34, n. 407, p. 2–5, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.22921393. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/3613. Acesso em: 30 sep. 2026.

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