O cárcere sem grades

comunidades terapêuticas e transencarceramento

Autores

  • Instituto Brasileiro de Ciências Criminais Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, IBCCRIM, Brasil image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20814324

Palavras-chave:

transencarceramento, encarceramento em massa, monitoração eletrônica, comunidades terapêuticas

Resumo

Em 2008, o seminário “Depois do Grande Encarceramento” buscou compreender e superar a escalada prisional brasileira. Quase duas décadas depois, este editorial sustenta que o fenômeno responsável por intensificar e qualificar essa escalada é o transencarceramento — a expansão da lógica punitiva por meio de instituições que se apresentam como alternativas à prisão. A partir da tese de Alessandro De Giorgi, argumenta-se que o caso brasileiro guarda uma diferença fundamental em relação ao norte-americano: enquanto a Califórnia passou a reduzir sua população prisional — entre outros motivos, por força da decisão Brown v. Plata (2011) —, o Brasil não apenas amplia a malha encarceradora, mas produz um crescimento vertiginoso da monitoração eletrônica — de 6.027 pessoas, em 2016, para 129.810, em 2025 — e transfere ou expande o confinamento para comunidades terapêuticas que operam sem controle jurisdicional, a despeito do processo de desinstitucionalização inaugurado pela Resolução CNJ 487/2023.

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Referências

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Publicado

29-06-2026

Como Citar

INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS CRIMINAIS. O cárcere sem grades: comunidades terapêuticas e transencarceramento. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 34, n. 404, p. 2–4, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.20814324. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/3098. Acesso em: 29 jun. 2026.

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