A perda alargada no “pacote anticrime”

críticas e propostas de adequação

Autores

Palavras-chave:

Perda alargada, Pacote Anticrime, Direito Penal Econômico, Código Penal

Resumo

O presente artigo versa a respeito da proposta de inclusão da perda alargada ao Código Penal brasileiro, na forma apresentada no Pacote Anticrime engendrado pelo Governo Federal. Para tanto, apresenta-se o instituto em questão, em cotejo com as espécies de confisco já adotadas pela legislação penal; descrevem-se os requisitos delineados pela proposta legislativa em comento para a decretação da perda alargada; e contrapõem-se tais requisitos àqueles demandados pelas legislações de Portugal e do Reino Unido. Na sequência, procede-se a uma leitura crítica quanto às escolhas que norteiam o Pacote Anticrime, com o apontamento de impropriedades e de lacunas, bem como dos acertos do projeto de lei. Conclui-se que, realizados os ajustes necessários, é possível a incorporação da perda alargada à legislação penal brasileira.

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Biografia do Autor

Dr. Luiz Eduardo Dias Cardoso, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorando e mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Univali e pela ABDConst. Membro da Comissão Especial de Estudos sobre mudanças previstas no Pacote Anticrime da OAB/SC. Advogado.

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Publicado

01-11-2019

Como Citar

CARDOSO, Luiz Eduardo Dias. A perda alargada no “pacote anticrime”: críticas e propostas de adequação. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 27, n. 324, p. 18–20, 2019. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2324. Acesso em: 11 jan. 2026.

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