A medida da pena de prisão em abstrato:

a competência penal da União Europeia e os argumentos de pretensão legitimadora na diretiva (2014/57/UE) sobre o abuso de mercado

Autores

Palavras-chave:

Medida da pena em abstrato, Privação da liberdade, Competência penal, União Europeia, Teoria da Pena

Resumo

O presente artigo tem como objetivo principal analisar criticamente os critérios para a determinação da medida da pena em abstrato – aquela determinada pelo legislador, portanto –, alinhados ainda às dificuldades e às possíveis consequências da determinação da competência penal da União Europeia pelo Tratado de Lisboa (2007). Como problemáticas centrais no desenvolvimento da pesquisa, questiona-se, por exemplo: quais seriam as bases seguras para a determinação da pena em abstrato? Como entrelaçar coerentemente ordens jurídicas de diferentes culturas? Como harmonizar a necessidade de resolução de problemas que afligem os Estados-Membros com os postulados da dogmática jurídico-penal? A hipótese básica que nos serve de parâmetro é a de que existem mais argumentos retóricos (de política criminal) do que fundamentos sólidos (essencialmente dogmáticos) para justificar as sanções de privação da liberdade. Partindo-se do método hipotético-dedutivo, com o auxílio de uma revisão pontual da literatura clássica e contemporânea, sem pretensões de esgotar o assunto, conclui-se que seria necessário reinventarmos uma teoria da pena que se coadune com as circunstâncias presentes de um mundo que, para além de regionalizado, está cada vez mais globalizado.

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Biografia do Autor

Dr. Bruno Leitão, Centro Universitário Cesmac

Possui os títulos de Doutor em Direito pela PUCRS (2019), Mestre em Direito Público pela UFAL (2014), Especialista em Direito Penal e Processual Penal pela UCDB (2010). Atualmente é Professor de Direito Penal nos cursos de graduação e pós graduação do Centro Universitário CESMAC. Líder do Grupo de Pesquisa Sistema Penal, Democracia e Direitos Humanos e, pesquisador do Grupo Direito, contemporaneidade e transformações sociais (CESMAC). Pesquisador convidado do Grupo de Estudos da Ciência Conjunta Penal - GECCOPE pela Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL entre 2019 e 2022. Advogado, Conselheiro Nacional da ABRACRIM entre 2021 e 2022. Foi professor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió - FAMA entre 2014 e 2020. Atuou como pesquisador bolsista do IPEA/PNPD (edital 109/2016) entre 2017 e 2018, vinculado ao Núcleo de Pesquisa sobre Projetos Especiais - NUPPES, pela UFAL. 

Me. Francisco de Assis de França Júnior, Centro Universitário Cesmac

Doutorando e Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Portugal. Pós-graduado em Psicologia Jurídica e em Ciências Penais. Professor de Direito Penal e Criminologia no Centro Universitário CESMAC – Maceió/AL. Líder do Grupo de Pesquisa "Sistema Penal, Democracia e Direitos Humanos". Advogado.

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Publicado

2024-06-25

Como Citar

LEITÃO, Dr. Bruno; FRANÇA JÚNIOR, Me. Francisco de Assis de. A medida da pena de prisão em abstrato: : a competência penal da União Europeia e os argumentos de pretensão legitimadora na diretiva (2014/57/UE) sobre o abuso de mercado. Revista Brasileira de Ciências Criminais , São Paulo, v. 197, n. 197, p. 19–60, 2024. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/RBCCRIM/article/view/382. Acesso em: 25 maio. 2026.

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