Tocando o terror

Autores/as

  • Instituto Brasileiro de Ciências Criminais Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

Palabras clave:

Criminalização social, Juventude negra, Periferia cultural

Resumen

As mortes de nove jovens no Baile da Dz7 evidenciam uma política persistente de criminalização do funk, que se ancora em práticas históricas de controle social da população jovem, negra e pobre no Brasil. Desde a escravidão, passando pela República e regimes autoritários, expressões culturais periféricas (como capoeira, samba e hoje o funk) são tratadas como ameaça. A narrativa oficial e midiática associa bailes a criminalidade, legitimando leis restritivas, intervenções policiais e seletividade punitiva. Esse processo reflete racismo estrutural e negação do direito ao lazer e à cultura nas periferias, transformando vítimas em culpados.

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Publicado

2020-01-01

Cómo citar

INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS CRIMINAIS. Tocando o terror. Boletín IBCCRIM, São Paulo, v. 27, n. 326, p. 1–2, 2020. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2293. Acesso em: 23 jun. 2026.

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