Tocando o terror
Palavras-chave:
Criminalização social, Juventude negra, Periferia culturalResumo
As mortes de nove jovens no Baile da Dz7 evidenciam uma política persistente de criminalização do funk, que se ancora em práticas históricas de controle social da população jovem, negra e pobre no Brasil. Desde a escravidão, passando pela República e regimes autoritários, expressões culturais periféricas (como capoeira, samba e hoje o funk) são tratadas como ameaça. A narrativa oficial e midiática associa bailes a criminalidade, legitimando leis restritivas, intervenções policiais e seletividade punitiva. Esse processo reflete racismo estrutural e negação do direito ao lazer e à cultura nas periferias, transformando vítimas em culpados.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados são do autor, mas com direitos do periódico sobre a primeira publicação e com respeito ao período de exclusividade de um ano. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. Se não houver tal indicação, considerar-se-á situação de autoplágio.
Portanto, a reprodução, total ou parcial, dos artigos aqui publicados fica sujeita à expressa menção da procedência de sua publicação neste periódico, citando-se o volume e o número dessa publicação. Para efeitos legais, deve ser consignada a fonte de publicação original, além do link DOI para referência cruzada (se houver).









