Artigo 28-A, §14, do Código de Processo Penal brasileiro

o acesso ao órgão revisor do Ministério Público como garantia processual

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20816206

Palabras clave:

Ministério Público, acordo de não persecução penal, sistema acusatório, controle judicial, ordem pública

Resumen

O presente estudo tem como escopo a análise do art. 28-A, §14, do CPP, que assegura ao investigado a remessa dos autos ao órgão revisional do Ministério Público quando houver recusa na oferta do acordo de não persecução penal (ANPP). Sustenta-se tratar-se de norma de ordem pública, destinada a preservar o devido processo legal, a imparcialidade judicial e a separação de funções no sistema acusatório. Defende-se que, embora não exista direito subjetivo ao acordo, há direito subjetivo a uma decisão ministerial motivada, cuja revisão é de competência interna do Ministério Público, e não do Judiciário. A análise doutrinária e jurisprudencial do STF e do STJ demonstra que a negativa judicial de remessa configura indevida ingerência na esfera acusatória e viola a Constituição.

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Biografía del autor/a

Natalia de Barros Lima, Northwestern Pritzker School of Law, Estados Unidos

Mestre em Direito pela Northwestern Pritzker School of Law. Especialista em Direito Penal e Processo Penal pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Bacharel em Direito pela Universidade de Passo Fundo/RS. Advogada licenciada pela New York State Bar Association

Gabriela Crespilho da Gama Madruga, Universidade Presbiteriana Mackenzie, UPM, Brasil

Especialista em Compliance pelo Insper e em Direito Penal Econômico pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (GVLaw). Graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Integrante da Comissão da Advocacia Criminal da OAB/SP. Advogada.

Citas

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Publicado

2026-06-29

Cómo citar

LIMA, Natalia de Barros; MADRUGA, Gabriela Crespilho da Gama. Artigo 28-A, §14, do Código de Processo Penal brasileiro: o acesso ao órgão revisor do Ministério Público como garantia processual. Boletín IBCCRIM, São Paulo, v. 34, n. 404, p. 17–20, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.20816206. Disponível em: https://publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2434. Acesso em: 30 jun. 2026.

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